ACS: Quem nos substituirá?

É preocupante para a Estratégia de Saúde da Família, os novos profissionais que virão

Talvez estejamos presenciando os últimos anos de uma geração de Agentes Comunitários de Saúde que ainda vivencia, em sua essência, os princípios originais da Estratégia Saúde da Família. Não me refiro aos pioneiros da categoria, mas aos profissionais que ainda exercem um trabalho profundamente baseado no vínculo com a comunidade, na prevenção e na promoção da saúde.

Tenho a impressão de que, à medida que essa geração se aposentar, muito do propósito que inspirou a criação da profissão poderá se perder. Há anos observamos mudanças que, pouco a pouco, vêm descaracterizando o papel do ACS e afastando a categoria de sua missão original.

Na minha visão, isso ocorre porque decisões administrativas e políticas têm priorizado interesses burocráticos e institucionais em detrimento das reais necessidades da população. O resultado é um enfraquecimento gradual de uma das estratégias mais importantes da saúde pública brasileira. E, infelizmente, quem mais sofre com essa transformação é justamente a população, que muitas vezes não percebe o impacto dessas mudanças.

E você, Agente Comunitário de Saúde que está na ativa, como enxerga essa realidade? Concorda que a profissão está perdendo sua essência ou acredita que esse cenário pode ser revertido? Esta é a minha opinião. Agora quero conhecer a sua.

Gostaria de apresentar meu livro autobiográfico “Diário de um Agente Comunitário de saúde“. Você pode baixar a Amostra que deixei como cortesia. É só clicar no banner abaixo. Agradeço o apoio.

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